Saúde da Mulher

Incontinência Urinária

A Incontinência urinária é qualquer perda involuntária de urina que constitui problema social, psicológico e higiênico para as mulheres que a possuem. A incontinência urinária é classificada em incontinência urinária por esforço, incontinência por bexiga hiperativa e incontinência mista (união da incontinência urinária por esforço e bexiga hiperativa).

A incontinência urinária por esforço causa nas mulheres sintomas de perda de urina ao espirrar, tossir, abaixar para pegar peso, durante risos, gargalhadas e caminhadas.


Os principais fatores que levam ao seu surgimento estão voltados à fraqueza dos músculos do períneo e frouxidão dos ligamentos que sustentam a bexiga e a uretra.


Tais fatores são ocasionados pelas gestações (quanto maior o número de gestação maior a predisposição para o enfraquecimento dos músculos do períneo devido ao aumento do peso uterino aumentando a pressão sobre os mesmos), partos vaginais, queda de estrogênio (menopausa) e obesidade.


A incontinência urinária por bexiga hiperativa gera nas mulheres sintomas relacionados ao aumento de idas ao banheiro para urinar (acima de 10 vezes ao dia), urgência miccional (forte vontade de ir ao banheiro), urge-incontinência (forte vontade de ir ao banheiro mas com perda de urina no meio do caminho) e enurese (perda de urina durante o sono). Medicamentos, envelhecimento, diabete melito e doenças neurológicas são alguns exemplos de causas que podem levar à bexiga hiperativa.


A incontinência urinária mista é a união desses sintomas de esforço e bexiga hiperativa. São mulheres que apresentam tanto relatos de perda de urina ao espirrar, tossir, gargalhar quanto perdas ao tentar chegar ao banheiro mediante uma forte vontade de urinar.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (1996), a fisioterapia é tratamento de primeira escolha para esta afecção. A fisioterapia tem como objetivo prevenir e tratar a incontinência promovendo melhora de qualidade de vida geral e sexual, conforto, bem-estar e auto-estima. No caso da incontinência por esforço a fisioterapia atua para reabilitar os músculos perineais, melhorando força, tônus, trofismo e função dos mesmos. Na incontinência por bexiga hiperativa além de otimizar a função dos músculos do períneo, a fisioterapia também auxilia na neuromodulação das fibras nervosas da bexiga, diminuindo/inibindo as contrações involuntárias da bexiga que levam ao surgimento das perdas de urina.


Para alcançar estes objetivos a fisioterapia dispõe de técnicas específicas como a eletroestimulação, biofeedback, cones vaginais, cinesioterapia perineal e Pilates.

DOR PÉLVICA CRÔNICA


A dor pélvica crônica é uma dor que a mulher pode sentir na região da pelve ou do abdome por um tempo mínimo de 6 meses que acarretará na diminuição da sua qualidade de vida geral e sexual. Esta afecção pode ser causada por endometriose, adenomiose, mioma uterino, varizes pélvicas, aderências pélvicas, obstipação intestinal crônica, cistite intersticial e alterações osteomusculares.

A fisioterapia atua na dor pélvica crônica com o objetivo de melhorar o quadro álgico, reorganizar o padrão postural (pois devido à dor crônica as mulheres acabam adotando posturas de proteção à dor acarretando em alterações musculares e posturais) e melhorar a qualidade de vida e função sexual.

Para este caso, a fisioterapia pode atuar com recursos específicos como a liberação miofascial, terapia manual, alongamentos, eletroterapia, RPG e Pilates.

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